terça-feira, 8 de julho de 2014

Precisamos ser um pouco mais céticos

Tornamos Neymar um mito e nutrimos muita fé por ele. Esquecemos que é gente como a gente, ser humano, que se machuca. Ao nos vermos sem ele ficamos fracos, inexperientes e sem proteção. Precisamos ser um pouco mais céticos. 

Quase impossível de acreditar, mas sim, foram sete gols. Cada um evidenciava mais a confusão tática na cabeça do técnico Escolari. Sim Escolari, por que nesse momento chamá-lo de Felipão seria grandeza demais.

A tática ficou devendo, o sistema de jogo não existiu. Mas isso não começou agora, desde o início da copa de 2014 víamos a seleção brasileira sem um sistema de jogo efetivo. O pior de tudo é que o professor, exímio motivador, nem a motivação conseguiu inserir no grupo de jogadores.

Era evidente que atletas com capacidade de decidir atacando, não tinham tal liberdade para isso. Oscar não podia criar por que precisava marcar. Hulk não podia chutar em gol por que jogava fora da sua posição e tinha que marcar.

Neymar até que se virou, mas se analizarmos bem, nem tanto, não tinha opção de tabela porque jogava pelo meio. O pior de tudo é entender o PORQUE do nosso técnico, trocar Oscar e Hulk de posição.

Perdemos o corte para o meio e a batida de canhota no gol, que Hulk fez muito na Copa das Confederações.Perdemos a criatividade de Oscar que no meio de campo rende muito mais e de certa forma perdemos também um pouco da velocidade de Neymar pela esquerda.

A troca de posição dos jogadores brasileiros, foi pra mim o ponto crucial para não existir meio campo na seleção. Até já havia retratado essa confusão em jogo anterior AQUI.

Mas hoje também envolvia emoção, e nós nos emocionamos, nos decepcionamos.

"Não tinha comando, nem tática nem liderança", disse o grande autor Maurício de Souza, após o jogo em entrevista à ESPN.

Esta tarde de terça-feira 08 de julho de 2014 ficará na história por nossa mobilização em função do amor ao futebol do nosso país.
Que em 5 de outubro possamos nos mobilizar da mesma forma para votar com consciência por amor ao nosso PAÍS, que é muito maior do que o futebol.






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