quarta-feira, 2 de julho de 2014

A não ser pelos primeiros trinta minutos


E foram só, nada de mais, só trinta minutos, os trinta que refletiram a qualidade – ainda abaixo da esperada – do time brasileiro.

Defensivamente foi bem, teve vontade, criou chances de gol e fez 1 x 0 com David Luiz. 

Mas também não era uma equipe que brilhasse na parte técnica. Ficava devendo ainda na troca de passes. Oscar (ó Felipão quando vai armar mais e marcar menos??) Novamente mais desarmando do que armando e Neymar, nervoso e aparentemente machucado, tentando resolver sem conseguir.

A defesa inegavelmente trabalhou bem, mesmo assim, quando Hulk atrasou errado, Marcelo não chegou e Alexis Sánchez marcou o gol de empate.

E por falar no chileno, como foi guerreiro, inteligente, rápido. Partidaço!

Parece que o Brasil sentiu mais do que devia o gol sofrido, voltaram os problemas do meio campo, a falta de posse de bola e a confusão, o nó tático, e o pior, o embaraço era só entre os brasileiros.

Para se desatar um nó é preciso paciência e insistir em cada gomo, trocar de posição, isso não acontecia, a bola não fluía pelo meio do campo e novamente surgiram os lançamentos esticados, a exclusão do meio de campo. Trocar passes, ter um setor de meio-de-campo capaz de tirar a pressão do jogo nos piores momentos sempre foi qualidade da seleção brasileira. Hoje não é.

Sensação de jogo perdido, de partida mal feita de novo e novamente.

Mas veio a prorrogação e salvo alguns lampejos de Hulk, que tentava se redimir do passe curto que originou o gol do Chile, a seleção canarinho não progredia e o adversário pressionou grande parte a prorrogação, até o minuto final com uma bola na trave que a bem da verdade e pra ser justo deveria ter entrado.

Ironicamente a peleja já tinha um vencedor, era o Chile. Então faltava saber quem ganharia a vaga e seria nos pênaltis.

Estranhamente a família Felipão parecia enfraquecida, sem motivação e com medo, carente de forças. Choravam todos praticamente, do capitão ao goleiro e aposto muitos de nós torcedores.

Mas o dono da vaga é o Brasil, não por causa do time, mas sim especificamente por aquele criticado duramente no mundial de 2010, o bode expiatório daquela ocasião defendeu (adiantado), duas penalidades e outra foi batida na trave.

O Brasil continua jogando mal, doente. No receituário baseado no diagnóstico, o remédio é uma boa dose de bola no pé e cadencia de jogo, isso só se existir a fórmula adequada no meio-de-campo.


OITAVAS
Foi em 28 de junho de 2014
Na linha: BRASIL 1 x 1 CHILE

Nos pênaltis: Brasil 3 x 2
Local: Mineirão (Belo Horizonte)
Gols: David Luiz 18min, Alexis Sánchez 41 do 1º tempo.
Nos pênaltis: David Luiz (Gol), 
William (Fora), Marcelo (Gol), Hulk (Bravo), Neymar (Gol).
Pinilla, (Júlio Cezar), Alexis Sánchez (Júlio César), Aránguiz (Gol), Marcelo Diaz (Gol), Jara (Trave).

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